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AS
PENAS DA
GALINHA
Conta a história que uma senhora, certo
dia, foi confessar-se e disse ao sacerdote que tinha difamado uma pessoa, mas
estava arrependida de todas as difamações e calúnias. Queria o perdão de
Deus e a penitência.
O padre disse à senhora:
– Você receberá o perdão, mas vou
lhe dar uma penitência. Vá para casa, tome uma galinha, mate-a, tire as penas
e coloque-as num saco, e depois traga as penas aqui para mim.
A senhora cumpriu a penitência: foi
para casa, matou a galinha, tirou as penas e levou-as ao padre. E o padre disse:
– Você até agora cumpriu uma parte
da penitência. Agora, gostaria que cumprisse a segunda parte. Vá à montanha
mais alta que encontrar perto da cidade, e jogue as penas para o ar. Depois que
o vento levar as penas para os quatro cantos da cidade, deve ter a paciência de
recolhê-las, uma a uma.
A mulher, espantada com a penitência
que o padre estava lhe dando, disse:
– Isso é impossível. Não
conseguirei recolher todas as penas que o vento levar pelos quatro cantos da
cidade.
O padre disse para a mulher:
– Minha senhora, assim são as calúnias
e difamações. Quando você calunia uma pessoa, a calúnia se espalha por todos
os cantos. E assim como é impossível recolher as penas, também é impossível
recolher a propagação da maledicência e restaurar o bom nome de uma pessoa,
quando alguém a difamou.
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